Pregnancy

# 7 Newsletter Maternalvita _ Quando a nova vida chega!

A perspetiva de chegada de uma nova vida traz sempre excitação e dúvidas. Como saber se já temos uma nova vida no ventre?

Em muitos casos, as mulheres sabem a data exacta de quando tiveram relações sexuais e o dia aproximado da concepção; nestes casos, ficam mais atentas aos sinais do corpo e, assim que sentem o atraso no ciclo menstrual, fazem o teste.

O principal sinal da suspeita de gravidez é quase sempre o atraso menstrual. Assim que notar a ausência da menstruação após um período de pelo menos 30 dias do início da última menstruação, saiba que é altura de fazer um teste de gravidez à urina ou ao sangue. O teste dar-lhe-á um maior grau de certeza sobre se está grávida ou não.


Quando deve fazer o teste de gravidez?

O ideal é fazer o teste de gravidez com a primeira urina da manhã ou pelo menos após duas horas sem urinar.

Caso o teste dê resultado positivo, mesmo na urina, significa que está grávida com 100% de certeza.

Se persistirem dúvidas, pode fazer um teste de sangue para gravidez, chamado Beta HCG.

Os principais sinais e sintomas do início da gravidez são:

  •  Menstruação atrasada (situação inicial mais frequente)
  •  Aumento da sensibilidade e do volume das mamas
  •  Sensação de fraqueza e tonturas
  •  Enjoos e vómitos, a qualquer hora
  •  Cansaço, lentidão, sonolência excessiva, mesmo durante o dia
  •  Aumento de frequência da necessidade de urinar
  •  Sensação dolorosa pélvica semelhante à da cólica menstrual
  •  Maior emotividade e sensibilidade incomum
  •  Aumento da secreção vaginal, com maior fluxo de corrimentos
  • Aversão a alguns cheiros, comidas e bebidas e desejos em relação a outras

Após a confirmação da gravidez, deve marcar a consulta com um profissional de saúde e fazer exames complementares e prescrição de medicação recomendada.

Depois da consulta com o profissional de saúde, considere contactar uma doula (uma pessoa que faculta aconselhamento e acompanhamento na gravidez, pós-parto e amamentação).

A doula apoia todas as famílias com o mesmo respeito, ética e consideração. 

Uma nova vida está a chegar!

Nesta fase, é normal sentir-se assoberbada com a quantidade de sentimentos à flor da pele e com as perspetivas de todo um novo mundo! Mas, não se preocupe, eu estarei aqui para ajudá-la.


Fale comigo : carla@maternalvita.pt

Fontes:
(1) https://maternalvita.pt/blog/

quando a nova vida chega

# 6 Newsletter Maternalvita _Preparar a chegada de uma nova vida

A chegada de um novo ano traz energia renovada e a vontade de colocar em prática, intenções ou objetivos há muito desejados.

A preparação para uma gravidez pode começar, ativa e conscientemente, ainda antes da boa notícia revelada pelo teste de gravidez positivo.


Recomendações para preparar a chegada de uma nova vida

Muitas vezes pensamos que os cuidados com a gravidez só devem ter lugar durante o tempo de gestação. No entanto, meses antes de engravidar, é importante que ponha em prática uma série de ações e cuidados, para assegurar uma gravidez saudável e bem-sucedida.

Deixamos algumas recomendações para preparar a chegada de uma Nova Vida:

• Conhecer os seus ciclos menstruais é o primeiro passo antes de pensar na gravidez. O registo dos ciclos menstruais é útil para conhecer os seus dias férteis.
Mais tarde, durante a gravidez, essas informações ajudarão os profissionais de saúde, desde a primeira consulta, a saber o comportamento dos seus ciclos e a data do último período.

• Consultar um profissional de saúde para fazer um check-up e avaliar o seu estado atual de saúde. A partir desta consulta, podem detetar possíveis riscos e realizar recomendações específicas para poder planear a gravidez.

• Caso sofra de alguma doença crónica como hipertensão, diabetes, lúpus, epilepsia, asma, distúrbios da tiroide, é ainda mais importante planear a gravidez com antecedência, com o objetivo de minimizar os riscos. Devido às mudanças provocadas no corpo durante a gestação, a maioria das doenças crónicas tendem a agravar-se durante a gravidez.

Vale a pena relembrar que uma alimentação saudável e equilibrada é um cuidado diário a implementar.

Preparar a chegada de uma nova vida é um caminho de autoconhecimento, consciência e despertar físico e mental.

Para saber mais sobre esta fase, fale comigo: carla@maternalvita.pt!

Fontes:
(1) https://maternalvita.pt/preparar-gravidez/
(2) https://maternalvita.pt/blog/

O Rolhão Mucoso é muitas vezes chamado de sinal de Parto, mas não é! Descubra no nosso artigo tudo sobre o Rolhão Mucoso!

O que é o Rolhão Mucoso? | What is the Mucous Plug?

O que é o Rolhão Mucoso?


Logo no início da gravidez, as glândulas da cérvix segregam uma substância gelatinosa, rosada ou acastanhada, chamada de rolhão mucoso. 

Esta substância tem como missão selar o colo do útero para proteger o feto contra o risco de infeções e contaminações exteriores, garantindo o saudável desenvolvimento do bebé.

Nas últimas semanas de gravidez, o colo do útero começa a ficar cada vez mais fino e a dilatar gradualmente, podendo notar-se um aumento significativo do corrimento vaginal. A seguir, devido a essa ligeira dilatação, a espessa camada de muco (parecido com uma geleia ou clara de ovo) que veda a entrada do colo do útero durante a gravidez, é libertada.

As pessoas chamam-lhe o “ Sinal de Parto”! Ou seja, acreditava-se que quando saia o rolhão mucoso, o bebé nasceria logo a seguir. 

Mas não é um sinal de começo de parto, porque habitualmente acontece vários dias antes do início de trabalho de parto espontâneo. Por vezes a perda do rolhão pode ocorrer semanas antes do parto, por isso não pode ser considerado um sinal de parto.

Apesar de a perda de rolhão não ser um sinal de trabalho de parto ativo, pode significar a proximidade do mesmo.



What is the Mucous Plug?


Early in pregnancy, glands in the cervix secrete a jelly-like, pink or brownish substance called a mucus plug.

This substance has the mission of sealing the cervix to protect the fetus against the risk of infections and external contamination, ensuring the healthy development of the baby.

In the last few weeks of pregnancy, the cervix begins to thin and gradually dilate, and you may notice a significant increase in vaginal discharge. Then, due to this slight dilation, the thick layer of mucus (like a jelly or egg white) that seals off the entrance to the cervix during pregnancy is released.

People call it the “Labor Sign”! In other words, it was believed that when the mucus plug came out, the baby would be born soon after. But it is not a sign of the onset of labor, as it usually happens several days before the start of spontaneous labor. Sometimes the plug loss can occur weeks before delivery, so it cannot be considered a sign of childbirth.

Although the loss of the mucous plug is not a sign of active labor, it can mean its proximity.

A amamentação e a gravidez são incompatíveis? Neste artigo desvendamos tudo sobre a amamentação na gravidez! Descubra aqui!

Amamentação na Gravidez

Amamentação e gravidez são incompatíveis?

Amamentar durante a gravidez não retira nutrientes ao bebé em desenvolvimento. 

De acordo com o pediatra espanhol Carlos González, “Amamentar não prejudica em nada o feto, e os nutrientes que uma mulher necessita para fazer ambas as coisas ao mesmo tempo são muito menos do que os que necessitaria se estivesse grávida de gémeos, por exemplo. E depois do parto pode continuar a dar de mamar a ambos os filhos ao mesmo tempo, …”. 

Assim sendo não existe qualquer motivo, do ponto de vista médico, para praticar o desmame apressadamente, no caso do surgimento de uma nova gravidez.

A “Associação Americana de Médicos de Família” explicou que muitos de seus estudos revelaram que a amamentação em tandem é positiva e muito benéfica para o desenvolvimento físico e emocional das crianças.

Se a mãe é saudável e a gravidez está a desenvolver-se com normalidade, então não há necessidade de parar de amamentar a criança mais velha. 

A “Associação Espanhola de Pediatria” discorda da possibilidade de que continuar com a amamentação do filho mais velho possa levar ao aborto. Pelo contrário, a amamentação prolongada deveria ser uma prática habitual na criação dos filhos.

Sociedade Brasileira de Pediatria diz que, na maioria das vezes, não há riscos de perda gestacional ou parto prematuro devido à mãe estar amamentando. Mas faz uma ressalva: desde que a futura mãe não tenha essa predisposição ou se a gravidez não for de risco. Aconselhando uma avaliação médica prévia nesse sentido.



Breastfeeding during pregnancy

Are breastfeeding and pregnancy incompatible?

Breastfeeding during pregnancy does not deplete the developing baby of nutrients.

According to Spanish pediatrician Carlos González, “Breastfeeding does not harm the fetus at all, and the nutrients a woman needs to do both at the same time are much less than what she would need if she were pregnant with twins, for example. And after the birth she can continue to breastfeed both children at the same time… ”.

Therefore, there is no reason, from a medical point of view, to practice weaning in a hurry, in case of a new pregnancy.

The “American Association of Family Physicians” explained that many of its studies have revealed that tandem breastfeeding is positive and very beneficial for children’s physical and emotional development.

If the mother is healthy and the pregnancy is developing normally, then there is no need to stop breastfeeding the older child.

The “Spanish Association of Pediatrics” disagrees with the possibility that continuing to breastfeed the oldest child could lead to abortion. On the contrary, prolonged breastfeeding should be a regular practice in child rearing.

Brazilian Society of Pediatrics says that, in most cases, there is no risk of pregnancy loss or premature birth because the mother is breastfeeding. But he has a caveat: as long as the mother-to-be does not have this predisposition or if the pregnancy is not risky. Advising a prior medical evaluation accordingly.

Não poderia faltar a nossa Newsletter. Hoje saiu a nossa 3ª Newsletter e falamos de como pode lidar com a gravidez no Verão. Saiba tudo!

#3 Newsletter Maternalvita – Como lidar com a Gravidez no Verão

O Verão é sinal de dias mais quentes, mais longos e de descanso para muitas famílias.

Mas, quando estamos grávidas, os dias quentes e o calor podem desencadear algumas alterações no organismo, que geram desconfortos na gravidez. Por isso, dedicamos a nossa terceira newsletter a recomendações que ajudam a lidar com o calor durante a gravidez. (1)


Recomendações para lidar com a gravidez no Verão 


No Verão:

  • Evite estar ao sol nas horas de maior calor.
  • Use protector solar e um chapéu de abas largas; o chapéu ajudará a evitar o surgimento de manchas na pele.
  • Tome banhos no mar e faça caminhadas à beira da água; assim, promove o retorno venoso e a drenagem linfática.
  • Aumente a ingestão de líquidos ao longo do dia; deste modo, poderá regular a temperatura corporal e repor os líquidos que perde com o aumento da transpiração.
  • Mantenha uma alimentação saudável e leve, coma legumes, verduras e frutas. Estes alimentos são essenciais em qualquer momento da nossa vida, principalmente nesta fase.
  • Descanse; ao longo do dia repouse, coloque as pernas para cima e relaxe. O calor excessivo pode causar fadiga e um cansaço maior do que o normal.
  • Diminua a ingestão de sal (o sódio retém líquido, que por sua vez, aumenta o inchaço).
  • Ao sair do mar ou da piscina, troque de biquíni/fato-de-banho; não fique com o biquíni/fato-de-banho molhado. Durante o Verão, o PH da vagina fica mais ácido, aumentando a predisposição à infecção por fungos.
  • Reforce a higiene íntima; pode utilizar sabonete neutro.
  • Exercite-se, aproveite para fazer actividades na água. Uma boa sugestão é a hidroginástica.
  • Evite ficar na mesma posição durante muito tempo.

Cuidar de si é cuidar do seu bebé!


Dê-nos a sua opinião 


A sua opinião é importante! Enquanto Doula certificada, o meu propósito é ajudá-la(o) a si e à sua família a conhecer e exercer os seus direitos, para que a experiência do nascimento possa ser, para todos, mais feliz.
Terei sempre em conta a sua opinião!

Conte comigo!

Mantenha-se a par das novidades sobre estes temas no blog da Maternalvita (3).


Fontes: 
(1) https://maternalvita.pt/gravidez-no-verao-cuidados-a-ter/
(2) https://maternalvita.pt/blog/



Sabia que 30 minutos de exercício físicos podem fazer toda a diferença durante a gravidez e trazem diversos benefícios? Descubra aqui!

Exercício na gravidez

Exercício na gravidez

O exercício físico pode e deve ser recomendado para todas as grávidas saudáveis. 
A sua prática regular durante a gestação pode promover inúmeros benefícios físicos e psicológicos. Por exemplo, exercício físico leve a moderado de pelo menos 30 minutos por dia pode:

  • Redução da incidência de alguns desconfortos durante a gravidez, como cãibras, edema e fadiga.
  • Efeito protetor contra o desenvolvimento da diabetes gestacional e pré-eclâmpsia.
  • Facilitar o trabalho de parto, verificando-se não só uma diminuição da sua duração, mas também das complicações obstétricas.
  • Prevenção do excesso de peso e das dores lombares.
  • Manutenção da forma física e postura, prevenção da intolerância à glicose.
  • Melhor adaptação psicológica às alterações da gravidez.

Caso já seja praticante de exercício físico antes da gravidez, pode manter a sua prática habitual ajustando a intensidade do exercício conforme o que for mais confortável para si.



Exercise in pregnancy

Exercise can and should be recommended for all healthy pregnant women.
Its regular practice during pregnancy can promote numerous physical and psychological benefits. For example, light to moderate exercise for at least 30 minutes a day can:

  • Reduced incidence of some discomfort during pregnancy, such as cramps, edema and fatigue.
  • Protection effect against the development of gestational diabetes and pre-eclampsia.
  • Favours labor, with not only a reduction in its duration, but also a reduction in obstetric complications.
  • Prevention of overweight and low back pain.
  • Maintenance of physical shape and posture, prevention of glucose intolerance.
  • Better psychological adaptation to changes in pregnancy.

If you are already practicing exercise before pregnancy, you can maintain your usual practice by adjusting the intensity of the exercise to whatever is most comfortable for you.

Sabia que existem diferentes causas para o uso prolongado da chucha? Descubra no nosso blog, tudo sobre o uso da chucha!

Chucha ou chupeta – Prós e Contras

Chucha ou chupeta – Prós e Contras

A chucha é um acessório oferecido aos bebés com o intuito de os acalmar, pois proporciona um ato de sucção não nutritiva, que lhes fornece uma sensação similar à que sente durante a amamentação.

O ato de sugar é um comportamento reflexo do bebé que pode ser observado já no útero materno. Em ecografias, por exemplo, é possível observar alguns bebés a chuchar no dedo.  Esse reflexo é vital para a sobrevivência, crescimento e desenvolvimento psíquico do bebé. 

A criança, especialmente durante o primeiro ano de vida, tem necessidade de sugar.
É importante que seja uma chucha em que a posição da língua seja semelhante à fisiologia da mama. Uma chucha ortodôntica adequada à idade da criança, na qual o bico da mesma está adaptado às estruturas da boca da criança. 

A data limite aconselhada para o uso da chupeta: dois anos até dois anos e meio.


As principais causas do uso prolongado de chucha são:
  • A alteração de oclusão dentária (mudança no formato dos dentes e da mordida).
  • Alterações da musculatura orofacial – falta de tónus ou força, projeção da língua.
  • Palato estreito e alto.
  • Alterações da respiração.
  • Alterações de fala.
  • Alterações na mastigação e deglutição.

Existem situações em que a chucha não é recomendada:

A OMS – Organização Mundial de Saúde desencoraja fortemente o uso de chupetas em crianças amamentadas, devido a uma situação a que se dá o nome de nipple confusion ou “confusão de bicos” ou “confusão de sucção” (descrito como a dificuldade do bebé em encontrar a forma correta oral para realizar a pega e a extração na mama após a exposição a um bico artificial).

O ideal é que os pais/cuidadores tenham uma visão clara e baseada em evidências dos “prós e contras” sobre o uso de chupeta, para que, junto profissional de saúde que acompanha o bebé, possam tomar uma decisão informada quanto a oferecê-la ou não aos seus filhos.




Pacifier – Pros and Cons

The pacifier is an accessory offered to babies in order to calm them down, as it provides a non-nutritive sucking act, which provides them with a sensation similar to the one they feel during breastfeeding.

The act of sucking is a reflexive behavior of the baby that can be observed already in the mother’s womb. In ultrasounds, for example, it is possible to observe some babies sucking on their fingers.
This reflex is vital for the baby’s survival, growth and psychic development.

The child, especially during the first year of life, needs to suck. It is important to be na anatomic pacifier that allows the position of the tongue to be similar to the physiology of the breast.

An orthodontic pacifier suitable for the child’s age, in which the child’s nipple is adapted to the structures of the child’s mouth.

The recommended deadline for using a pacifier: two years to two and a half years.


The main causes of long-term use of pacifiers are:
  • Alteration of dental occlusion (change in the shape of teeth and bite).
  • Alterations in the orofacial musculature – lack of tone or strength, projection of the tongue.
  • Narrow and high palate.
  • Changes in breathing.
  • Speech changes.
  • Changes in chewing and swallowing.

There are situations in which the pacifier is not recommended:

The WHO – World Health Organization strongly discourages the use of pacifiers in breastfed children, due to a situation called nipple confusion  or “suction confusion” (described as the baby’s difficulty in find the correct oral way to carry out the latch and removal of the breast  milk after exposure to an artificial nipple).

Ideally, parents / caregivers should have a clear and evidence-based view of the “pros and cons” about pacifier use, so that, together with the health professional who accompanies the baby, they can make an informed decision about offering it or not to your children.

A Gravidez pode trazer alguns incómodos e para aliviar esses incómodos, partilhamos consigo alguns métodos naturais que farão toda a diferença.

Alívio de Incómodos na Gravidez

Cuidados naturais para alívio de incómodos na gravidez

A gravidez traz alguns ou vários incómodos que são sentidos pelas grávidas de forma mais ou menos intensa.

Existem formas naturais e ancestrais que auxiliam no alívio destes incómodos, ficam aqui alguns dos mais comuns:

  • Enjoos matinais : em diversos estudos, o consumo moderado do gengibre foi comprovado como seguro durante a gravidez. Recomenda-se o uso de menos de 2 gramas de gengibre por dia para alívio dos enjoos.  Um desses estudos concluiu que 53% das mulheres grávidas que ingeriam gengibre viram reduzidos os enjoos e vómitos e todos os sintomas associados ao enjoo matinal da gravidez. Ingerir pão integral, em jejum, ainda antes de a grávida se levantar da cama, ou uma bolachinha ainda antes mesmo de levantar a cabeça da almofada.
  • Azia : devem evitar-se bebidas e alimentos que causam perturbações gastrointestinais. É preferível tomar várias refeições pequenas ao longo do dia e, ao comer, mastigar bem os alimentos. Pode também incluir na alimentação ervas como manjericão, hortelã, manjerona, segurelha, erva de São Roberto e raiz de gengibre. Mastigar lentamente amêndoas com pele, criando um bolo alimentar espesso na boca, ajuda muitíssimo.  Evitar comer antes de ir para a cama e dormir com uma ou várias almofadas altas de forma a elevar o corpo também poderá ajudar a evitar a subida dos ácidos e facilitar a digestão.
  • Cãibras: Bananas, comer bananas ou outras frutas que também contêm magnésio e podem ajudar a combater as cãibras, tais como laranja, uva, framboesa, melancia, melão, amora, ameixa e água de coco. Outra alternativa é o xarope de magnésio à venda em lojas de produtos naturais/ ervanárias, por exemplo. 
  • Cistites e infeções urinárias:  aumentar o consumo de água até três litros por dia durante o período de infeção urinária e depois retomar a quantidade habitual (um litro e meio) e beber diariamente sumo de arando (ou comer arando em forma de passas, cinco punhados por dia – cranberries), ou tomar arando em forma de xarope, pois é um excelente preventivo de problemas urinários, caso não sinta melhorias, deve consultar o profissional de saúde de imediato.

Fonte : Luísa Condeço, Rede Portuguesa de Doulas



Natural care to relieve pregnancy discomforts

Pregnancy brings some or several discomforts that are felt by pregnant women more or less intensely.

There are natural and ancestral ways that help alleviate these discomforts, here are some of the most common:

  • Morning Sickness: In several studies, moderate consumption of ginger has been proven to be safe during pregnancy. It is recommended to use less than 2 grams of ginger per day for nausea relief. One of these studies found that 53% of pregnant women who ate ginger saw reduced nausea and vomiting and all symptoms associated with morning sickness of pregnancy. Eat wholegrain bread, on an empty stomach, even before the pregnant woman gets out of bed, or a biscuit even before lifting her head from the pillow.
  • Heartburn: drinks and foods that cause gastrointestinal disturbances should be avoided. It is preferable to eat several small meals throughout the day and, when eating, chew the food well. You can also include herbs such as basil, mint, marjoram, savory, St. Robert’s wort and ginger root. Slowly chewing almonds with the skin, creating a thick cake in the mouth, helps a lot. Avoiding eating before going to bed and sleeping with one or several high pillows in order to elevate the body can also help prevent the rise of acids and facilitate digestion.
  • Cramps: Bananas, eating bananas or other fruits that also contain magnesium and can help fight cramps, such as oranges, grapes, raspberries, watermelon, cantaloupe, blackberry, plum and coconut water. Another alternative is magnesium syrup available at natural food/herbal stores, for example.
  • Urinary cystitis and infections: increase water consumption to three liters a day during the urinary infection period and then return to the usual amount (a liter and a half) and drink cranberry juice daily (or eat cranberry in the form of raisins, five handfuls per day – cranberries), or take cranberry in syrup form, as it is an excellent preventative of urinary problems, if you do not feel improvement, you should consult your health professional immediately.

Source: Luísa Condeço, Rede Portuguesa de Doulas

O Direito ao Acompanhante

#1 Newsletter Maternalvita – O Direito ao Acompanhante

Damos-lhe as boas-vindas à primeira newsletter da Maternalvita!

Este é o início de uma série de informações e dicas sobre vida familiar, gravidez, parto, pós-parto, amamentação, entre outros, que faremos chegar periodicamente até si para enriquecer os seus conhecimentos e partilhar consigo a nossa experiência e a experiência de outras famílias.



Comecemos por falar dos seus direitos!

Conhece o direito ao acompanhante em todas as fases da gestação – gravidez, parto e pós-parto? E sabe que pode ser acompanhado(a) por um(a) profissional especializado(a), como é o meu caso enquanto doula?

Comece por ler o testemunho desta futura mãe:

Tendo sido mãe pela primeira vez antes da pandemia e indo ser mãe novamente, confesso que estou a sentir-me insegura relativamente a todas as restrições impostas pelos hospitais, relativas à presença do acompanhante.

No parto da minha filha, antes da pandemia, o meu namorado esteve sempre ao meu lado, foi ele que me deu apoio, que me segurou a mão, que me disse que ia conseguir, foi ele que explicou às médicas o que eu estava a sentir e quais eram os meus receios, foi ele que manteve sempre o contacto com a nossa doula Carla, que manteve os familiares descansados e informados.

Para mim, é fundamental que a mulher que está a parir tenha apoio durante todo o trabalho de parto. É fundamental existir apoio por parte do acompanhante. O acompanhante transmite à mulher calma, segurança e o conforto do lar!
Catarina Falé

Com efeito, a Lei n.º 110/2019 (1) estabelece os princípios, direitos e deveres aplicáveis em matéria de proteção na preconceção, na procriação medicamente assistida, na gravidez, no parto, no nascimento e no puerpério. Nela pode ler-se, no Artigo 12.º,

 1 – Nos serviços do SNS:

a) É reconhecido e garantido a todos o direito de acompanhamento por uma pessoa por si indicada, devendo ser prestada essa informação na admissão do serviço;

b) No caso da mulher grávida, é garantido o acompanhamento até três pessoas por si indicadas, em sistema de alternância, não podendo permanecer em simultâneo mais do que uma pessoa junto da utente.

(…)

3 – É reconhecido à mulher grávida, ao pai, a outra mãe ou a pessoa de referência o direito a participar na assistência na gravidez.

4 – É reconhecido à mulher grávida o direito ao acompanhamento na assistência na gravidez, por qualquer pessoa por si escolhida, podendo prescindir desse direito a qualquer momento, incluindo durante o trabalho de parto”.



No website do Serviço Nacional de Saúde (SNS) podemos encontrar, nos Guias da Saúde, o que respeita ao “Acompanhamento da mulher grávida durante o parto” (2) (atualizado a 24/01/2020):

Condições do acompanhamento:

  • o direito ao acompanhamento pode ser exercido independentemente do período do dia ou da noite em que o trabalho de parto ocorrer;
     
  • na medida necessária ao cumprimento do disposto na presente lei, o acompanhante não será submetido aos regulamentos hospitalares de visitas nem aos seus condicionamentos, estando, designadamente, isento do pagamento da respetiva taxa;
     
  • o acompanhamento pode excecionalmente não se efetivar quando, em situações clínicas graves, for desaconselhável e expressamente determinado pelo médico obstetra;
     
  • o acompanhamento pode não ser exercido nas unidades onde as instalações não sejam concordantes com a presença do acompanhante e com a garantia de privacidade pedida por outras parturientes;
     
  • nos casos previstos nos pontos anteriores, os interessados devem ser corretamente informados das respetivas razões pelo pessoal responsável;

Em caso de cesariana:

  • sempre que a equipa médica de uma instituição hospitalar decida proceder a uma cesariana, o/a médico/a obstetra responsável deve avaliar a existência de uma situação clínica grave que desaconselhe a presença num bloco operatório de um/a acompanhante e deve transmitir esta informação à parturiente;
     
  • sempre que não se verifique a existência de uma situação clínica grave nos termos referidos no número anterior, a parturiente, no exercício do consentimento informado, esclarecido e livre, deve expressar previamente a sua autorização ou recusa (em ambos os casos dada por escrito) para que o pai, ou outra pessoa significativa (identificada no consentimento informado escrito), a seguir designada como “acompanhante” esteja presente;

    (…)
     
  • deve ser dada ao/à acompanhante a oportunidade de assistir à observação do recém-nascido, realizada pelo/a pediatra, sempre que este/a não identifique contraindicações clínicas;
     
  • deve ser possibilitado também ao/à acompanhante permanecer junto do/a recém-nascido/a, durante o recobro e até que a mãe seja transferida para o internamento, desde que tal não coloque em risco o/a recém-nascido/a, nem o funcionamento normal do serviço;
     
  • As instituições hospitalares com bloco de parto devem ter já implementadas as medidas necessárias ao cumprimento das regras referidas nos pontos anteriores. São adotadas as medidas necessárias à garantia da cooperação entre a mulher grávida, o acompanhante e os serviços, devendo estes, designadamente, prestar informação adequada sobre o decorrer do parto, bem como sobre as ações clinicamente necessárias;

Fonte: Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS)


Mas ainda há muito a fazer pela consolidação dos direitos das grávidas.

O parlamento aprovou a 2 de Outubro de 2020 quatro projetos de resolução apresentados pelo BE, PAN, Iniciativa Liberal e pela deputada não inscrita Cristina Rodrigues a recomendar ao Governo que as grávidas possam ter um acompanhante em todas as fases da gravidez, na sequência de denúncias de que “com o aparecimento da Covid-19, têm sido muitas pessoas a narrar o facto de ser barrada a presença do acompanhante em vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), assim como a separação de mãe-bebé no momento do nascimento, em mulheres infetadas e não infetadas, assim como o desaconselhamento ou mesmo impedimento de amamentar e outras práticas em claro incumprimento com a lei vigente”.

Uma das preocupações dos proponentes foi “garantir o efetivo direito da grávida à presença de acompanhante nos serviços de obstetrícia, durante as consultas, exames, parto e pós-parto“. O deputado único da IL considera que, “em Portugal, ainda há muito por fazer no que diz respeito aos direitos das grávidas e parturientes, existindo muitas mais denúncias por violência obstétrica do que seria de esperar e desejar num país dito desenvolvido” e assinala que “a supressão do direito da grávida ao acompanhante nas consultas, exames, parto e pós-parto é mais um exemplo desta violência e é inaceitável”. Pode ler mais na notícia do Observador (3).

Ainda que aprovados, os projetos de resolução não têm força de lei. Mas são progressos!

Pode acompanhar alguns dos esforços desenvolvidos pela Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto (4) para saber mais.


Enquanto Doula certificada, irei ajudá-lo(a) a si e à sua família a conhecer e exercer os seus direitos, para que a experiência do nascimento possa ser, para todos, mais feliz!

Uma Doula é uma pessoa com formação e conhecimento acerca da fisiologia da gravidez e do nascimento, que presta apoio emocional e informativo baseado em provas científicas e está apta a acompanhar mulheres durante a gravidez, o parto e o pós-parto.

O meu projecto Maternalvita tem como missão proporcionar às grávidas, aos pais, às crianças e às famílias um acompanhamento personalizado, cuidadoso, experiente e próximo – como complemento do acompanhamento feito pelo profissional de saúde que acompanha a gravidez. Como mães, sabemos muito bem como é importante termos quem nos escute, acolha, compreenda, respeite o nosso ritmo e zele pelo nosso bem-estar físico e emocional num momento tão desafiante das nossas vidas.

O meu propósito é, sempre, respeitar as escolhas da mulher e do seu parceiro(a), ouvi-lo(a)s, acolhê-lo(a)s com amor e apoiar na  tomada de decisões informadas, sem fundamentalismos e  independentemente do meio em que o bebé nasce e da forma como nasce.

Conte comigo!

Mantenha-se a par das novidades sobre estes temas no blog da Maternalvita  (5).


Fontes: 
(1) https://dre.pt/home/-/dre/124539905/details/maximized
(2) https://www.sns24.gov.pt/guia/direitos-e-deveres-do-utente/direitos-do-utente-dos-servicos-de-saude/acompanhamento-da-mulher-gravida-durante-o-parto/
(3) https://observador.pt/2020/10/02/covid-19-parlamento-aprova-resolucoes-para-que-gravidas-possam-ser-acompanhadas/
(4) https://associacaogravidezeparto.pt/sobre-nos/
(5) https://maternalvita.pt/blog/

Direitos na Gravidez

Protecção na Parentalidade – Direitos na gravidez

A legislação portuguesa disponibiliza uma série de apoios na parentalidade para benefício das famílias.
O regime de proteção na parentalidade é aplicável desde que a entidade empregadora tenha conhecimento da situação ou do facto relevante.

Vamos explicar o que se compreende por trabalhadora grávida:

Trabalhadora grávida é a trabalhadora em estado de gestação que informe a entidade empregadora do seu estado, por escrito, com apresentação de atestado médico.

Direitos durante a gravidez:

  • Licença em situação de risco clínico para a trabalhadora grávida ou para o/a nascituro/a pelo período de tempo que, por prescrição médica, for considerado necessário para prevenir o risco, sem prejuízo da licença parental inicial.
  • Licença por interrupção de gravidez com duração entre 14 e 30 dias, mediante apresentação de atestado médico.
  • Dispensa do trabalho para consultas pré-natais e para a preparação para o parto, pelo tempo e número de vezes necessários.
  • Dispensa da prestação de trabalho por parte de trabalhadora grávida, puérpera ou lactante, por motivo de proteção da sua segurança e saúde, na impossibilidade de a entidade empregadora lhe conferir outras tarefas, sendo o montante diário dos subsídios igual a 65 % da remuneração de referência. A trabalhadora grávida, puérpera ou lactante, ou os seus representantes, têm direito de requerer ao serviço com competência inspetiva do ministério responsável pela área laboral uma ação de fiscalização, a realizar com prioridade e urgência, se a entidade empregadora não cumprir as obrigações em termos de proteção da segurança e saúde da trabalhadora grávida, puérpera ou lactante.

* A violação das disposições relativas à parentalidade constituem contraordenações, atuando a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), no setor privado, e as Inspeções dos Ministérios, no setor público, e cumulativamente a Inspeção-geral de Finanças (IGF).

Mais informação: http://cite.gov.pt/