Parto

Neste artigo apresentamos-lhe as três fases do trabalho de parto e explicamos no que é que consiste cada uma! Saiba tudo no nosso artigo.

Fases do Trabalho de Parto

Fases do Trabalho de Parto

O trabalho de parto é um processo que pode variar de mulher para mulher e de duração. Quem já viveu a experiência da maternidade sabe que cada gravidez é diferente e a experiência do parto também difere de gravidez para gravidez.
Como forma de monitorização e controlo convencionou-se dividir o trabalho de parto  em diferentes fases:

  • 1ª Fase –Dilatação = apagamento (encurtamento) e dilatação do colo, por sua vez, também dividido em duas fases principais:
    • Fase Latente e Fase ativa
  • 2ª Fase – Expulsão = desde a dilatação completa até o bebé nascer
  • 3ª Fase – Dequitadura da Placenta = a saída da placenta 

As crenças populares dizem que os primeiros partos são muito demorados e que os seguintes são mais rápidos! Mas como tudo na vida, são apenas ditados populares e o tempo que o trabalho de parto vai durar ninguém pode prever! 



Labor Stages

Labor is a process that can vary from woman to woman and duration. Anyone who has lived the experience of motherhood knows that each pregnancy is different and the experience of childbirth also differs from pregnancy to pregnancy.

As a form of monitoring and control, it was agreed to divide labor into different stages:

  • 1st stage – Expansion = erasure (shortening) and dilation of the cervix, in turn, also divided into two main phases:

o Latent Phase and Active Phase

  • 2nd Stage – Delivery= from complete dilation until the baby is delivered
  • 3rd Phase – Placental delivery = the delivery of the placenta

Popular beliefs say that the firsts labors are loonger and the next one`s are quicker! But like everything in life, they are just popular sayings and the time that labor will last no one can predict!

A cesariana é uma das formas pelas quais os bebés podem nascer. Neste artigo apresentamos-lhe os prós e contras. Descubra aqui!

Cesarianas – Prós e Contras

Cesarianas – Prós e Contras


Este post Não tem caráter fundamentalista!  A intenção é informar com base em estudos e evidências científicas, por forma a que as famílias possam fazer escolhas informadas!

A cesariana é uma das formas pelas quais os bebés podem nascer.

É uma cirurgia complexa e como em todas as cirurgias comporta riscos, no entanto salva vidas sempre que existem situações médicas reais em que a cesariana é indicada e deve ser realizada.

A informação disponível até à data refere que as indicações médicas reais para uma cesariana são apenas seis! 

  • Prolapso de cordão umbilical – com dilatação não completa;
  • Descolamento prematuro da placenta com feto vivo; fora do período expulsivo;
  • Placenta prévia completa;
  • Apresentação córmica (bebé atravessado);
  • Rutura de vasa previa (cordão à frente da cabeça do bebé);
  • Herpes genital com lesão ativa no momento em que se inicia o trabalho de parto.

Fonte: Dr.ª Melânia Amorim, obstetra 

Existem outras situações especiais em que se deve avaliar individualmente os riscos -benefícios da intervenção, e informar a grávida dos mesmos.
Está a ser reforçado pela ciência que as altas taxas de cesariana estão por sua vez a aumentar as taxas de morbilidade e mortalidade materna.
O amor de mãe não se mede pelo modo como parimos, por isso uma Cesariana a pedido da mulher pode ser uma escolha consciente e informada! 


C- Sections – Pros and Cons

This post has no fundamentalist character!
The intention is to inform based on studies and scientific evidence, so that families can make informed choices!

A Caesarean section is one of the ways that babies can be born.
It is a complex surgery and as in all surgeries it carries risks, however it saves lives whenever there are real medical situations in which c- section is indicated and must be performed.

The information available states that there are only six real medical indications for a c- section!

  • Umbilical cord prolapse – with incomplete dilation;
  • Placental abruption with live fetus; outside the expulsive period;
  • Complete placenta previa;
  • Comical presentation (baby crossed);
  • Vasa previa rupture (cord in front of the baby’s head);
  • Genital herpes with an active lesion at the moment when labor begins.

Source: Dr.ª Melânia Amorim, obstetrician

There are other special situations in which risks and benefits of the intervention must be assessed individually , and inform the pregnant woman about them. It is being reinforced by science that high C-section rates are in turn increasing the morbidity and maternal mortality.
A mother’s love is not measured by the way we give birth, so a C-Section  by request of the woman can be a conscious and informed choice!

O Rolhão Mucoso é muitas vezes chamado de sinal de Parto, mas não é! Descubra no nosso artigo tudo sobre o Rolhão Mucoso!

O que é o Rolhão Mucoso? | What is the Mucous Plug?

O que é o Rolhão Mucoso?


Logo no início da gravidez, as glândulas da cérvix segregam uma substância gelatinosa, rosada ou acastanhada, chamada de rolhão mucoso. 

Esta substância tem como missão selar o colo do útero para proteger o feto contra o risco de infeções e contaminações exteriores, garantindo o saudável desenvolvimento do bebé.

Nas últimas semanas de gravidez, o colo do útero começa a ficar cada vez mais fino e a dilatar gradualmente, podendo notar-se um aumento significativo do corrimento vaginal. A seguir, devido a essa ligeira dilatação, a espessa camada de muco (parecido com uma geleia ou clara de ovo) que veda a entrada do colo do útero durante a gravidez, é libertada.

As pessoas chamam-lhe o “ Sinal de Parto”! Ou seja, acreditava-se que quando saia o rolhão mucoso, o bebé nasceria logo a seguir. 

Mas não é um sinal de começo de parto, porque habitualmente acontece vários dias antes do início de trabalho de parto espontâneo. Por vezes a perda do rolhão pode ocorrer semanas antes do parto, por isso não pode ser considerado um sinal de parto.

Apesar de a perda de rolhão não ser um sinal de trabalho de parto ativo, pode significar a proximidade do mesmo.



What is the Mucous Plug?


Early in pregnancy, glands in the cervix secrete a jelly-like, pink or brownish substance called a mucus plug.

This substance has the mission of sealing the cervix to protect the fetus against the risk of infections and external contamination, ensuring the healthy development of the baby.

In the last few weeks of pregnancy, the cervix begins to thin and gradually dilate, and you may notice a significant increase in vaginal discharge. Then, due to this slight dilation, the thick layer of mucus (like a jelly or egg white) that seals off the entrance to the cervix during pregnancy is released.

People call it the “Labor Sign”! In other words, it was believed that when the mucus plug came out, the baby would be born soon after. But it is not a sign of the onset of labor, as it usually happens several days before the start of spontaneous labor. Sometimes the plug loss can occur weeks before delivery, so it cannot be considered a sign of childbirth.

Although the loss of the mucous plug is not a sign of active labor, it can mean its proximity.

Sabia que 30 minutos de exercício físicos podem fazer toda a diferença durante a gravidez e trazem diversos benefícios? Descubra aqui!

Exercício na gravidez

Exercício na gravidez

O exercício físico pode e deve ser recomendado para todas as grávidas saudáveis. 
A sua prática regular durante a gestação pode promover inúmeros benefícios físicos e psicológicos. Por exemplo, exercício físico leve a moderado de pelo menos 30 minutos por dia pode:

  • Redução da incidência de alguns desconfortos durante a gravidez, como cãibras, edema e fadiga.
  • Efeito protetor contra o desenvolvimento da diabetes gestacional e pré-eclâmpsia.
  • Facilitar o trabalho de parto, verificando-se não só uma diminuição da sua duração, mas também das complicações obstétricas.
  • Prevenção do excesso de peso e das dores lombares.
  • Manutenção da forma física e postura, prevenção da intolerância à glicose.
  • Melhor adaptação psicológica às alterações da gravidez.

Caso já seja praticante de exercício físico antes da gravidez, pode manter a sua prática habitual ajustando a intensidade do exercício conforme o que for mais confortável para si.



Exercise in pregnancy

Exercise can and should be recommended for all healthy pregnant women.
Its regular practice during pregnancy can promote numerous physical and psychological benefits. For example, light to moderate exercise for at least 30 minutes a day can:

  • Reduced incidence of some discomfort during pregnancy, such as cramps, edema and fatigue.
  • Protection effect against the development of gestational diabetes and pre-eclampsia.
  • Favours labor, with not only a reduction in its duration, but also a reduction in obstetric complications.
  • Prevention of overweight and low back pain.
  • Maintenance of physical shape and posture, prevention of glucose intolerance.
  • Better psychological adaptation to changes in pregnancy.

If you are already practicing exercise before pregnancy, you can maintain your usual practice by adjusting the intensity of the exercise to whatever is most comfortable for you.

Sabe o que significa a sigla B.R.A.I.N.? Neste artigo, explicamos-lhe o seu significado! Saiba tudo aqui!

A Sigla B.R.A.I.N.

Já ouviram falar na Sigla B.R.A.I.N? Sabem o que é?

Quando as mães e bebés se deparam com determinados procedimentos e têm dúvidas sobre o que fazer, podemos sempre fazer algumas perguntas de orientação. 

A sigla BRAIN é fácil de decorar e permite-nos considerar outras hipóteses. 

Vejam-nas aqui:
B:benefícios para a mãe e bebé neste procedimento? 
R: Quais são os riscos para estes?
A: Que alternativas não farmacológicas/outros temos?
I: O que me diz a minha intuição sobre este assunto? 
N: e se não fizermos nada, o que pode acontecer?

Colocar estas questões, ajuda as famílias a ponderarem e poderem fazer escolhas conscientes e com mais informação.

O Direito ao Acompanhante

#1 Newsletter Maternalvita – O Direito ao Acompanhante

Damos-lhe as boas-vindas à primeira newsletter da Maternalvita!

Este é o início de uma série de informações e dicas sobre vida familiar, gravidez, parto, pós-parto, amamentação, entre outros, que faremos chegar periodicamente até si para enriquecer os seus conhecimentos e partilhar consigo a nossa experiência e a experiência de outras famílias.



Comecemos por falar dos seus direitos!

Conhece o direito ao acompanhante em todas as fases da gestação – gravidez, parto e pós-parto? E sabe que pode ser acompanhado(a) por um(a) profissional especializado(a), como é o meu caso enquanto doula?

Comece por ler o testemunho desta futura mãe:

Tendo sido mãe pela primeira vez antes da pandemia e indo ser mãe novamente, confesso que estou a sentir-me insegura relativamente a todas as restrições impostas pelos hospitais, relativas à presença do acompanhante.

No parto da minha filha, antes da pandemia, o meu namorado esteve sempre ao meu lado, foi ele que me deu apoio, que me segurou a mão, que me disse que ia conseguir, foi ele que explicou às médicas o que eu estava a sentir e quais eram os meus receios, foi ele que manteve sempre o contacto com a nossa doula Carla, que manteve os familiares descansados e informados.

Para mim, é fundamental que a mulher que está a parir tenha apoio durante todo o trabalho de parto. É fundamental existir apoio por parte do acompanhante. O acompanhante transmite à mulher calma, segurança e o conforto do lar!
Catarina Falé

Com efeito, a Lei n.º 110/2019 (1) estabelece os princípios, direitos e deveres aplicáveis em matéria de proteção na preconceção, na procriação medicamente assistida, na gravidez, no parto, no nascimento e no puerpério. Nela pode ler-se, no Artigo 12.º,

 1 – Nos serviços do SNS:

a) É reconhecido e garantido a todos o direito de acompanhamento por uma pessoa por si indicada, devendo ser prestada essa informação na admissão do serviço;

b) No caso da mulher grávida, é garantido o acompanhamento até três pessoas por si indicadas, em sistema de alternância, não podendo permanecer em simultâneo mais do que uma pessoa junto da utente.

(…)

3 – É reconhecido à mulher grávida, ao pai, a outra mãe ou a pessoa de referência o direito a participar na assistência na gravidez.

4 – É reconhecido à mulher grávida o direito ao acompanhamento na assistência na gravidez, por qualquer pessoa por si escolhida, podendo prescindir desse direito a qualquer momento, incluindo durante o trabalho de parto”.



No website do Serviço Nacional de Saúde (SNS) podemos encontrar, nos Guias da Saúde, o que respeita ao “Acompanhamento da mulher grávida durante o parto” (2) (atualizado a 24/01/2020):

Condições do acompanhamento:

  • o direito ao acompanhamento pode ser exercido independentemente do período do dia ou da noite em que o trabalho de parto ocorrer;
     
  • na medida necessária ao cumprimento do disposto na presente lei, o acompanhante não será submetido aos regulamentos hospitalares de visitas nem aos seus condicionamentos, estando, designadamente, isento do pagamento da respetiva taxa;
     
  • o acompanhamento pode excecionalmente não se efetivar quando, em situações clínicas graves, for desaconselhável e expressamente determinado pelo médico obstetra;
     
  • o acompanhamento pode não ser exercido nas unidades onde as instalações não sejam concordantes com a presença do acompanhante e com a garantia de privacidade pedida por outras parturientes;
     
  • nos casos previstos nos pontos anteriores, os interessados devem ser corretamente informados das respetivas razões pelo pessoal responsável;

Em caso de cesariana:

  • sempre que a equipa médica de uma instituição hospitalar decida proceder a uma cesariana, o/a médico/a obstetra responsável deve avaliar a existência de uma situação clínica grave que desaconselhe a presença num bloco operatório de um/a acompanhante e deve transmitir esta informação à parturiente;
     
  • sempre que não se verifique a existência de uma situação clínica grave nos termos referidos no número anterior, a parturiente, no exercício do consentimento informado, esclarecido e livre, deve expressar previamente a sua autorização ou recusa (em ambos os casos dada por escrito) para que o pai, ou outra pessoa significativa (identificada no consentimento informado escrito), a seguir designada como “acompanhante” esteja presente;

    (…)
     
  • deve ser dada ao/à acompanhante a oportunidade de assistir à observação do recém-nascido, realizada pelo/a pediatra, sempre que este/a não identifique contraindicações clínicas;
     
  • deve ser possibilitado também ao/à acompanhante permanecer junto do/a recém-nascido/a, durante o recobro e até que a mãe seja transferida para o internamento, desde que tal não coloque em risco o/a recém-nascido/a, nem o funcionamento normal do serviço;
     
  • As instituições hospitalares com bloco de parto devem ter já implementadas as medidas necessárias ao cumprimento das regras referidas nos pontos anteriores. São adotadas as medidas necessárias à garantia da cooperação entre a mulher grávida, o acompanhante e os serviços, devendo estes, designadamente, prestar informação adequada sobre o decorrer do parto, bem como sobre as ações clinicamente necessárias;

Fonte: Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS)


Mas ainda há muito a fazer pela consolidação dos direitos das grávidas.

O parlamento aprovou a 2 de Outubro de 2020 quatro projetos de resolução apresentados pelo BE, PAN, Iniciativa Liberal e pela deputada não inscrita Cristina Rodrigues a recomendar ao Governo que as grávidas possam ter um acompanhante em todas as fases da gravidez, na sequência de denúncias de que “com o aparecimento da Covid-19, têm sido muitas pessoas a narrar o facto de ser barrada a presença do acompanhante em vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), assim como a separação de mãe-bebé no momento do nascimento, em mulheres infetadas e não infetadas, assim como o desaconselhamento ou mesmo impedimento de amamentar e outras práticas em claro incumprimento com a lei vigente”.

Uma das preocupações dos proponentes foi “garantir o efetivo direito da grávida à presença de acompanhante nos serviços de obstetrícia, durante as consultas, exames, parto e pós-parto“. O deputado único da IL considera que, “em Portugal, ainda há muito por fazer no que diz respeito aos direitos das grávidas e parturientes, existindo muitas mais denúncias por violência obstétrica do que seria de esperar e desejar num país dito desenvolvido” e assinala que “a supressão do direito da grávida ao acompanhante nas consultas, exames, parto e pós-parto é mais um exemplo desta violência e é inaceitável”. Pode ler mais na notícia do Observador (3).

Ainda que aprovados, os projetos de resolução não têm força de lei. Mas são progressos!

Pode acompanhar alguns dos esforços desenvolvidos pela Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto (4) para saber mais.


Enquanto Doula certificada, irei ajudá-lo(a) a si e à sua família a conhecer e exercer os seus direitos, para que a experiência do nascimento possa ser, para todos, mais feliz!

Uma Doula é uma pessoa com formação e conhecimento acerca da fisiologia da gravidez e do nascimento, que presta apoio emocional e informativo baseado em provas científicas e está apta a acompanhar mulheres durante a gravidez, o parto e o pós-parto.

O meu projecto Maternalvita tem como missão proporcionar às grávidas, aos pais, às crianças e às famílias um acompanhamento personalizado, cuidadoso, experiente e próximo – como complemento do acompanhamento feito pelo profissional de saúde que acompanha a gravidez. Como mães, sabemos muito bem como é importante termos quem nos escute, acolha, compreenda, respeite o nosso ritmo e zele pelo nosso bem-estar físico e emocional num momento tão desafiante das nossas vidas.

O meu propósito é, sempre, respeitar as escolhas da mulher e do seu parceiro(a), ouvi-lo(a)s, acolhê-lo(a)s com amor e apoiar na  tomada de decisões informadas, sem fundamentalismos e  independentemente do meio em que o bebé nasce e da forma como nasce.

Conte comigo!

Mantenha-se a par das novidades sobre estes temas no blog da Maternalvita  (5).


Fontes: 
(1) https://dre.pt/home/-/dre/124539905/details/maximized
(2) https://www.sns24.gov.pt/guia/direitos-e-deveres-do-utente/direitos-do-utente-dos-servicos-de-saude/acompanhamento-da-mulher-gravida-durante-o-parto/
(3) https://observador.pt/2020/10/02/covid-19-parlamento-aprova-resolucoes-para-que-gravidas-possam-ser-acompanhadas/
(4) https://associacaogravidezeparto.pt/sobre-nos/
(5) https://maternalvita.pt/blog/

Necessidades da Mulher em Trabalho de Parto

Necessidades da Mulher em Trabalho de Parto

Independentemente do local escolhido pela Mulher para parir, existem fatores que influenciam o decorrer do processo de trabalho de parto, o parto e o pós-parto.

O corpo humano é fisiologicamente construído por diversas hormonas, que permitem o funcionamento do organismo físico e psicológico. 
Durante a gravidez, trabalho de parto, parto e pós-parto existem duas hormonas com um peso considerável no processo de Parir; a adrenalina e a oxitocina.

No trabalho de parto o objetivo é reduzir a adrenalina e aumentar a oxitocina, visto que são duas hormonas antagonistas (quando uma sobe, a outra desce) e não podem coexistir no mesmo espaço e no mesmo período de tempo.

Deste modo, para diminuir a adrenalina e aumentar a oxitocina, o médico Michel Odent definiu as seguintes necessidades básicas de uma mulher em trabalho de parto:

  • Redução da Luz
  • Redução da linguagem
  • Privacidade
  • Sentimento de segurança
  • Conforto térmico

Outra nota importante: Se houver fome é importante comer para baixar a adrenalina. O mais natural é que no “verdadeiro” trabalho de parto não exista fome, mas a existir, então que se alimente a grávida com alimentos leves e facilmente digeríveis, fruta, chás, gelatinas.

Parir é algo que as mulheres fazem há milhares de anos! Felizmente a evoluímos para que o processo de gerar, parir e criar se tornasse mais seguro. No entanto, não devemos esquecer a fisiologia natural do processo.



Women’s needs in Labor and Delivery

Regardless of the location chosen by the Woman to give birth, there are factors that have influence in the course of labor, delivery and postpartum process.

The human body is physiologically built by several hormones, which allow the physical and psychological organism to function.
During pregnancy, labor, delivery and postpartum there are two hormones with considerable weight in the process of giving birth; adrenaline and oxytocin.

In labor the goal is to reduce adrenaline and increase oxytocin, since they are two antagonistic hormones (when one goes up, the other goes down) and they cannot coexist in the same space and in the same period of time.

Thus, in order to decrease adrenaline and increase oxytocin, doctor Michel Odent defined the following basic needs of a woman in labor:

  • Light reduction.
  • Language reduction.
  • Privacy.
  • Feeling of security.
  • Thermal comfort.

Another important note: If you are hungry it is important to eat to lower your adrenaline. The most natural thing is that in “real” labor there is no hunger, but to exist, so that the pregnant woman is fed with light and easily digestible foods, fruit, teas, gelatines.

Giving birth is something that women have done for thousands of years! Fortunately, we have evolved it so that the process of breed, giving birth and educate becomes more secure. However, we must not forget the natural physiology of the process.

Sinais de Parto

Sinais de Parto

Uma das principais dúvidas que assola as futuras mães é saber como identificar os sinais de início do trabalho de parto.

Do início do trabalho de parto até o nascimento do bebé, o corpo passa por diversos processos:

  • as contrações uterinas vão ficando cada vez mais frequentes e intensas, 
  • o colo do útero afina e dilata até à dilatação completa de 10 cm (ou na gíria popular os 10 dedos) 
  • e ocorre a descida do bebé através da pélvis materna (no caso de parto vaginal)!

Estas fases duram tempos diferentes de mulher para mulher.
Os principais sinais de parto são:

  • Contrações 
  • Saída do Rolhão Mucoso
  • Rutura da Bolsa do Líquido Amniótico Ou “Águas Rebentadas”
  • Visitas ao Wc com frequência (fazer cocó várias vezes é muito bom sinal!)

Estes “sinais” variam de mulher para mulher e nem sempre ocorrem pela ordem apresentada acima, e também não significam que o bebé vá nascer nas próximas horas. 



Labor Signs

One of the main doubts of future mothers is knowing how to identify the signs of the beginning of labor.

From the beginning of labor until the birth of the baby, the body goes through several stages:

  • uterine contractions are becoming more frequent and intense,
  • the cervix thins and dilates until the complete dilation of 10 cm (or in popular saying the 10 fingers)
  • and the baby descends through the maternal pelvis (in the case of vaginal delivery)!

These phases take different times from woman to woman.
The main signs of childbirth are:

  • Contractions
  • Mucus Plug
  • Rupture of the Amniotic Fluid Bag or “Bursted Waters”
  • Visits to the toilet frequently (pooping several times is a very good sign!)

These “signs” vary from woman to woman and do not always occur in the order presented above, nor do they mean that the baby will be born in the next few hours.

Benefícios do Yoga na gravidez e parto

Benefícios do Yoga na Gravidez e o Parto

  1. Promove relaxamento e controle da ansiedade.
    A respiração consciente e focada é uma ferramenta eficaz durante gravidez para ajudar a acalmar e reduzir a ansiedade. Também é uma técnica maravilhosa para ajudar no controle da dor, permitindo que a mulher se concentre e relaxe durante o trabalho de parto.

  2. Melhora a aptidão geral (resistência) e a saúde durante a gravidez e o parto. 
    As práticas de exercício calmo são benéficas para o sistema nervoso e hormonal, enquanto as práticas mais enérgicas e fortalecedoras são ótimas para o sistema cardiovascular. Muitas posturas são terapêuticas para o sistema circulatório e podem ajudar a reduzir a pressão arterial. Todos esses benefícios são compartilhados entre a mãe e seu bebé em crescimento (o que é bom para a mãe é bom para o bebé e vice versa!)

  3. Promove o bem-estar emocional ( ligação ao ponto # 1 – relaxamento e gestão de ansiedade) (bem como o ponto # 12 – capacitação). 
    O yoga aumenta o prazer da mulher na jornada da gravidez como um período especial e um tempo sagrado e a encoraja a honrar a si mesma e a seu bebé enquanto cultiva os benefícios do amor próprio e da nutrição.

  4. O Yoga aumenta a força, flexibilidade e agilidade. 
    A mulher sente-se em melhor forma  para os desafios de trabalho de parto (especialmente para uma abordagem de parto ativo) e além disso o seu corpo é  capaz de se recuperar rapidamente no pós-parto (recuperação da força / perda de peso materno etc.)

  5. Tonificação profunda dos músculos do parto
    Particularmente do abdómen transverso (parede musculares do útero e pélvica) ajudará a mulher a “dar à luz” e, novamente, facilitará uma recuperação pós-parto mais rápida (por exemplo, reduzir ou prevenir incontinência / prolapso de esforço e ajuda na recuperação de pontos).

  6. Melhora a circulação geral e pode ajudar na retenção de líquidos (reduzindo o inchaço nos tornozelos / pernas).

  7. Pode reduzir ou aliviar problemas nas costas comuns na gravidez. 
    O foco de força e flexibilidade das posturas pode ajudar a aliviar a dor nas costas, pescoço e quadril, que muitas vezes é causada pelo aumento do esforço nos nervos da coluna dorsal devido ao aumento do peso do bebé e também o aumento do tamanho das mamas.

  8. Melhora a postura (que se relaciona com o ponto # 7). 
    A dor nas costas diminui quando a postura está mais alinhada conscientemente, minimizando a curva lordótica pré-natal da coluna lombar.

  9. Alivia / previne as dores comuns da gravidez, ajudando a mulher a desfrutar de uma vida mais confortável  na gravidez.
    Pode ajudar a aliviar azia / edema (retenção de líquidos), cãibras musculares / prisão de ventre, etc.

  10. Melhora o equilíbrio e a coordenação, aumentando a graça.

  11. Ajuda uma mulher a sentir-se mais consciente e poderosa! ‘Yoga é atenção’.
    O relaxamento consciente ajudará a mãe a ficar presente, relaxar, reviver e reorientar suas energias. Quebrando o ‘ciclo de medo-tensão’, quando as situações ficam mais desafiadoras e exigentes, ela é capaz de usar sua consciência e ferramentas de ioga para se manter calma e com os pés no chão o que terá um efeito positivo na redução da ansiedade e aumenta o bem estar do bebé.

  12. O Yoga pode capacitar a mulher (relaciona-se com o ponto 11).
    As práticas de ioga ajudam a desenvolver o mental e o físico e a força necessária na preparação para os desafios futuros e para enfrentá-los com coragem e equanimidade. Ela ‘Sabe’ que o ioga pode ser uma ferramenta e ajuda valiosa que a impede de se sentir passiva e, em vez disso, sentir ‘em controle ‘, independentemente de como as coisas acontecem. Também fornece  a perspectiva necessária e aceitação se as coisas não acontecem de acordo com o plano de nascimento esperado e incentiva a qualidade iogue da entrega e apenas sentir e aceitar as coisas exatamente como estão, sem a necessidade de mudá-las ou julgá-las.




BENEFITS OF YOGA FOR PREGNANCY & BIRTH 

  1. Promotes relaxation and stress management.
    Awareness and control of the breath is an effective tool during  pregnancy to help calm and reduce anxiety. It is also a wonderful technique to help with pain management,  allowing the woman to focus and relax during labour. 

  2. Improves general fitness (stamina) and health for the pregnancy and birth.
    The calming practices are beneficial  for the nervous and hormonal system whilst the more energizing and strengthening practices are great for the  cardiovascular system. Many poses are therapeutic for the circulatory system and can help reduce blood pressure. 
    All of these benefits are shared between the mother and her growing baby (what is good for mum is good for baby and vice versa!)

  3. Promotes emotional wellbeing (connected to point #1 – relaxation and stress management) (as well as point #12-empowering).
    It enhances the woman’s enjoyment of the journey of pregnancy as a special  and sacred time and encourages her to honour herself and her baby within whilst cultivating the benefits of selflove and nurturing. 

  4. Yoga increases strength, flexibility and agility.
    The woman is in the best possible shape for the challenges of labour (particularly for an Active Birth approach) and beyond and her body more able to recover quickly after baby  has arrived (regaining of strength/maternal weight loss etc.) 

  5. Deep toning of the birth muscles (particularly the Transverse Abdominis, muscular walls of the uterus and pelvic  floor) will help the woman ‘birth lightly’ and again will facilitate a speedy postnatal recovery (e.g. reduce or prevent  stress incontinence/prolapse and aid in recovery of stitches). 

  6. Improves overall circulation and can help with fluid retention (reducing swelling in the ankles/legs).

  7. Can reduce or alleviate back problems common in pregnancy.
    The strength and flexibility focus of the postures  can help ease back, neck and hip pain, which is often caused by the increasing stress on the spinal nerves by the growing weight of the baby and also the increase in breast size (which causes a kyphosis of the thoracic spine).

  8. Improves posture (which relates to point #7).
    Back pain eases when posture is more consciously aligned,  minimizing the prenatal lordotic curve of the lumbar spine.

  9. Alleviates/prevents the common aches and pains of pregnancy, helping the woman enjoy a more comfortable pregnancy.
    Can help ease heartburn/oedema (fluid retention), muscles cramps/constipation etc.

  10. Improves balance and coordination, enhancing grace.

  11. Helps a woman birth consciously and powerfully! ‘Yoga is attention’.
    Conscious relaxation will help the mother  to stay present, relax and revive and refocus her energies. Breaking the ‘fear-tension cycle’, even when things get  very challenging and demanding, she is able to use her yoga awareness and tools to stay calm and grounded  which will have a positive effect on the baby.

  12. Yoga can empower woman (relates to point #11).
    The yoga practices help her develop the mental and physical  strength needed in preparation for the challenges ahead and to face them with courage and equanimity. She  ‘knows’ that yoga can be a valuable aid and tool that keeps her from feeling passive, and instead feeling ‘in  control’, regardless of how things eventuate. It also provides her with the necessary perspective and acceptance if  things don’t go according to her hoped-for birth plan and encourages the yogic quality of surrender and just being  with things exactly as they are without the need to change or judge them

Post em parceria com Jan Michelle Yoga

Autora : Jan Michelle Yoga
www.janmichelleyoga.com
Instagram @janmichelleyoga

Plano de Parto

Plano de Parto

O Plano de Parto (também chamado de Plano de Nascimento ou de Preferências de Parto) regista as preferências da grávida e/ou do casal para o trabalho de parto, parto e pós-parto.
Este documento vai ajudar a grávida /casal a perceber melhor as fases porque irá passar durante o trabalho de parto, parto e pós-parto.

Convém ser um documento objetivo e sucinto, contendo a informação que a grávida achar relevante. É importante que seja conversado com o acompanhante e com o/s profissionais de saúde que a estão a acompanhar.

A Direção-Geral da Saúde lançou no dia 19 de março de 2021 um documento orientador para os “CURSOS DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO E PARENTALIDADE (CPPP) E CURSOS DE RECUPERAÇÃO PÓS-PARTO – CRPP EQUIDADE NA TRANSIÇÃO PARA A MATERNIDADE E A PATERNIDADE.”  Nesse documento, está um anexo muito importante: um modelo de planos de nascimento base. Segundo a DGS, este pretende ser “uma referência para que, caso assim pretendam, as mulheres/casais, com o apoio dos/as profissionais que lhe/s prestam cuidados no acompanhamento da gravidez e nos CPPP, elaborem o seu  próprio plano de nascimento; de igual modo, os hospitais/maternidades poderão tê-lo em conta na feitura dos seus próprios planos de parto institucionais.”

Podem consultar o Documento completo aqui!

E no site da APDMGP – Associação Portuguesa Pelos Direitos da Mulher na Gravidez e no Parto, encontram um documento orientador muito útil : Reflexão sobre o trabalho de parto e Parto: construção de um plano de preferências de parto.



Birth Plan

Birth Plan (also called the Birth Plan or Childbirth Preferences) records the preferences of the pregnant woman and / or the couple for labor, delivery and postpartum. This document will help the pregnant woman / couple to better understand the phases because it will pass during labor, delivery and postpartum.

It should be an objective and diret document, containing the information that the pregnant woman finds relevant. The birth plan should be discussed with the partner and  the health professionals that are supporting you during pregnancy.

The Portuguese Health General Directorate (DGS – Direção Geral da Saúde)  launched on March 19, 2021 a guiding document for the “PREPARATION COURSES FOR CHILDBIRTH AND PARENTALITY (CPPP) AND POST-CHILD RECOVERY COURSES – CRPP EQUITY IN THE TRANSITION TO MATERNITY AND PATERNITY. “

In that document, there is a very important appendice: a model of basic birth plans. According to DGS, this is intended to be “a reference so that, if they so wish, women / couples, with the support of the professionals who care for them in the monitoring of pregnancy and in CPPP, can develop their own birth plan; likewise, hospitals / maternity hospitals will be able to take this into account when making their own institutional delivery plans. “

You can find the complete document here!

And on the website of APDMGP – Portuguese Association for the Rights of Women in Pregnancy and Childbirth, you will find a very useful guiding document: Reflection on labor and Childbirth: construction of a plan for childbirth preferences.